DELEGACIA DE ITARANTIM NUM ESTADO PRECÁRIO.


A delegacia de Itarantim se encontra numa situação desumana num ponto de vista mais critico em relação a realidade local. Ontem (12) cumprindo sua agenda, eu pude acompanhar a vereadora Celita Carvalho numa visita a delegacia, lá constatamos uma realidade muito dura.
São apenas três celas, duas se encontram lotadas, cela que cabe no máximo duas pessoas, se encontram com quatro e cinco detentos. Sabemos que as delegacias nos municípios é de responsabilidade do estado com uma parceria com os municípios.

Aqui, o poder público municipal além dos outros serviços de segurança por parte de agentes, a prefeitura sede também o café e almoço, ficando sobre a responsabilidade da família a janta.

Um pouco de história do sistema prisional no Brasil:
  
Por muito tempo, em varias décadas imperou a ideia de que a prisão poderia ser um meio capaz de realizar todas as finalidades da pena, ou seja, reabilitar o delinquente. A principio as prisões eram destinadas a animais.

Não se distinguia porem os racionais dos irracionais. Homens eram presos pelos pés, mãos, pescoço. Eram amarrados, esquartejados, acorrentados. Cavernas naturais ou não, túmulos, fossas, torres, tudo era servido para prender.

Sabemos que o sistema carcerário no Brasil  está falido. A precariedade e as condições subumanas que os detentos vivem hoje, é de muita violência. Os presídios se tornaram depósitos humanos, onde a superlotação acarreta.

Outro dado preocupante é a permanência de presos provisórios na cadeia. De acordo com o Conselho Nacional de Justiça, 244 mil presos, quase 40% do total, são provisórios, pessoas que não foram julgadas. E dessa forma ajudam a transformar as já precárias prisões em verdadeiras panelas de pressão, como diz a doutora em direito da Universidade de Brasília Rosa Mendes.

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